Da Primavera Árabe à Árvore Que Chora

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Dizem que manifestar-se não dá em nada e louco daquele que se propõe a morrer em nome de uma causa. Pois bem, vivemos atualmente uma louca vibração de manifestes instigados a mudar o que lhes foi predestinado. Desde 2010, quando um "louco", um "louco jovem" ateou fogo ao próprio corpo, morrendo então, que a Tunísia entrou em constante processo de revolução e contagiando então todos os outros países árabes. Conhecida como Primavera Árabe, até hoje os manifestes não se calaram, tirando presidentes, ditadores e ministros do poder. A revolução deve ser contínua e forte.

Os brasileiros, em especial os camaçarienses, precisam notar que de nada vale ficar se manifestando em frente às máquinas ou achando que teremos paladinos e grandes heróis da revolução, da mudança, do avanço, da inclusão social em nosso município. Tanto sapo entrou e tanto príncipe saiu, e nosso povo continua sendo plebeu. Não adianta defender partido A ou B se no final das contas, todos acabam se corrompendo com o sistema que lhes é imposto. Como esperar de uma pessoa que não anda nos navios negreiros (ônibus) nem nos canaviais (ruas) que nos represente? É preciso que entendamos e reajamos contra esses males que destroem a união, a prosperidade, a igualdade. É preciso que entendamos a essência da vida. Deixemos de ser hipócritas em apontar o próximo qualificando-o como negligente se não buscamos a nossa evolução. Por falar em evolução.. Ou melhor, não falemos em evolução se ainda há crianças à mercê da criminalidade, passando fome e frio. Não citemos evolução se ainda reina a desigualdade social, o racismo e o que chamamos de elite dominante.

Renato Russo dizia que a humanidade é desumana, mas ele também dizia que ainda temos chances, mas apenas se você agir. Portanto, está na hora.

Publicado em:
QUARTA-FEIRA, 5 DE SETEMBRO DE 2012


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